Um pouco da história dos gatosModificado por Frances Roveri Marques, a partir de texto de Sílvia Avanzi
Há muito tempo atrás, antes de Cristo, os egípcios foram os primeiros a se interessarem pelos gatos. Nesta época, os ratos eram uma praga invencível que devorava quase tudo o que era cultivado às margens do Nilo. Assim, por volta de 3.000 a.C., o Felis silvestri libyca (ancestral direto do bichano atual), trazido da África, foi domesticado pelos egípcios. Os gatos resolveram o problema, exterminando todos os ratos ao longo do Nilo. Os egípcios se renderam a eles e logo surgiu o culto a Deusa BASTET, que tinha corpo de mulher e cabeça de gato. A partir daí, matar gatos era ofender diretamente a divindade. Por volta de 900 a.C., foi a vez dos gregos olharem com interesse para os gatos. Como a comercialização destes animais era proibida no Egito, alguns casais de bichanos foram levados escondidos em navios para a Grécia. O gato doméstico se espalhou, então, pela Europa e Ásia, tendo vivido muito bem por muito tempo. No século 13, porém, com a Inquisição, as pessoas passaram a associá-los às bruxas e decidiram condená-los à fogueira. Assim, os felinos foram praticamente extintos da Europa e os ratos, vindos nos porões dos navios que chegavam do Oriente, tomaram conta das cidades européias. A infestação pelos ratos, abriu as portas para a Peste Negra, doença que dizimou milhares de pessoas em toda a Europa. Só no século 19 é que os gatos passam novamente a serem vistos com bons olhos. Contribuíram para isso, o fato da descoberta de que a higiene era decisiva para evitar-se a transmissão de doenças sendo o gato a imagem do asseio e também o amor da Rainha Vitória, da Inglaterra, pelos felinos. Atualmente, na Inglaterra e nos Estados Unidos, os gatos conquistaram o título de melhor amigo do homem. Estes dois países têm a maior população de gatos domésticos, seguidos pela Rússia e, quem diria, pelo Brasil. Que estória, hein?! |